Convulsão e epilepsia

Convulsão e epilepsia

O que são?

  • Convulsões: são manifestações corporais de descargas elétricas cerebrais, que causam movimentos involuntários com perda da consciência. 
  • Epilepsia: caracterizada por convulsões que se repetem. Para ser considerado epilepsia é necessário a ocorrência de no mínimo 2 crises convulsivas com intervalo superior a 24 hs entre elas. 

 

Causas comuns: uso ou falta de medicações, infecções, traumas na cabeça, tumores, doenças genéticas, febre, falta de oxigenação do cérebro ao nascer, entre outras. 

Convulsão febril: é a convulsão que ocorre no momento de subida da febre, em crianças de 6 meses a 6 anos com predisposição genética. Logo, não tem como ser evitada. Nem toda criança com febre alta irá convulsionar. 

 

Diagnóstico

  • O diagnóstico de epilepsia é clínico e baseia-se na história detalhada das crises e no exame neurológico. Exames complementares, como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem (ressonância magnética ou tomografia computadorizada), auxiliam na identificação de anormalidades cerebrais e na classificação do tipo de epilepsia.

 

Sinais e sintomas

  • Movimentos repetitivos ou abalos em parte do corpo ou no corpo inteiro, com perda da consciência;
  • Evacuação e micção (ato de urinar) involuntária;
  • Em alguns casos ocorre apenas a parada do comportamento (crise de ausência). 

 

O que fazer e não fazer durante uma crise:

✅Manter a calma e proteger a cabeça;

✅Posicionar e lateralizar a criança;

✅Afastar objetos que possam causar lesões;

✅Observar o tempo de duração da crise;

✅Chamar o resgate se a crise durar mais de 5 minutos;

❌Não colocar objetos ou os dedos na boca da criança;

❌Não jogar água ou oferecer comida/bebida;

❌Não tentar conter os movimentos convulsivos. 

 

Tratamento

  • Envolve o uso de medicamentos antiepilépticos para controlar as crises. A escolha do medicamento depende do tipo de crise, idade do paciente e outras condições clínicas. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para os casos de epilepsia, desde o diagnóstico até o acompanhamento e tratamento necessários, incluindo o fornecimento de medicamentos.

 

Como prevenir

  • Seguir a prescrição médica quanto ao uso correto das medicações, evitar uso de medicações que não sejam prescritas pelo médico, evitar situações que possam desencadear as crises, como privação de sono, estresse e uso de substâncias ilícitas.

 

Se a medicação não estiver disponível no SUS:

1- Solicitação administrativa: Procurar a Secretaria de Saúde com relatório médico e exames para formalizar um pedido de fornecimento do medicamento em falta. 

2- Ação judicial: Se a via administrativa não for eficaz, é possível ingressar com uma ação judicial solicitando o fornecimento do medicamento. 

3- Ressarcimento de despesas: Em alguns casos, a legislação prevê que, na falta do medicamento pelo SUS, o Poder Público seja obrigado a ressarcir os valores gastos pela pessoa com epilepsia na compra do medicamento.

 

É fundamental buscar orientação médica após a ocorrência de uma crise para avaliação adequada.

 

Para mais informações: Sociedade Brasileira de Pediatria

 

O líder não diagnostica.

O líder acolhe, observa e encaminha.

Promover saúde mental na infância é proteger o futuro da criança.