Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

O que é?

  • Transtorno do neurodesenvolvimento, caracteriza-se  por um padrão persiste de:
  • Desatenção: dificuldade em manter o foco e seguir instruções;
  • Hiperatividade: agitação constante, inquietação, falar demais;
  • Impulsividade: agir sem pensar nas consequências; 

 

Os sintomas devem aparecer em mais de um ambiente (casa, escola, casa dos avós) e causar prejuízos no dia a dia. 

 

Principais sinais

  • Desatenção: dispersão em realizar as tarefas; dificuldade em manter o foco; de seguir instruções até o fim; distrações frequentes; com facilidade em esquecer o que estava fazendo ou onde deixou algum pertence e desorganização.;
  • Hiperatividade: Não consegue ficar parado, corre, se mexe em momentos inadequados (agitação nem sempre é TDAH);
  • Impulsividade: Interrompe conversas, age sem pensar, atravessar a rua sem cuidado.

 

Exemplos do dia a dia

  • A criança começa a pintar um desenho e, no meio, levanta para brincar com outro brinquedo sem terminar a atividade;
  • Interrompe colegas e adultos enquanto conversam.

Diagnóstico

  • O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissional capacitado, com base em entrevista detalhada, histórico do desenvolvimento e avaliação das dificuldades no dia a dia. Para auxiliar na suspeita inicial e no encaminhamento à UBS, algumas escalas de avaliação inicial podem ser utilizadas:
  • SNAP-IV: avalia sinais de desatenção e hiperatividade-impulsividade;
  • Escala de Conners: avalia comportamentos em diferentes contextos;
  • ETDAH-CriAd: autoavaliação da criança/adolescente de 6 a 15 anos;
  • Escala de Vanderbilt: rastreia TDAH, ansiedade, depressão e transtornos de conduta de 6 a 12 anos.

 

Impacto na alfabetização

  • Pode gerar dificuldade em manter a atenção nas atividades, dificuldade em seguir as etapas das tarefas, erros por descuido, dificuldade na organização dos materiais, entre outros;
  • TDAH não é um transtorno da aprendizagem, mas pode trazer prejuízos no desempenho acadêmico, podendo coexistir com transtornos específicos da aprendizagem.

 

Tratamento

  • Psicoterapia, estratégias escolares e orientação familiar;
  • Em alguns casos, medicamentos, sempre sob avaliação médica;
  • Cuidados multidisciplinares, ou seja, de especialidade específicas (psicopedagogo, neuropediatra, entre outros) se houver impacto na aprendizagem. 

 

Para mais informações:

 

O líder não diagnostica.

O líder acolhe, observa e encaminha.

Promover saúde mental na infância é proteger o futuro da criança.